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Prevenção é a Palavra de Ordem dos Novos Tempos da Construção

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Diferente do que se pensa, a construção não é o setor que mais provoca acidentes de trabalho no Brasil. Embora a freqüência de acidentes do setor seja alta, estatísticas do Ministério do Trabalho e da Previdência e Assistência Social apontam que outras atividades econômicas estão em situação ainda mais crítica do que a da construção.

Isso só ocorre graças à incansável ação dos sindicatos e dos departamentos de Segurança e Saúde no Trabalho das entidades. No STICC, essa vigilância é feita pelos membros do setor de Fiscalização, que percorre a base territorial do sindicato em busca de soluções para os problemas constantes nas obras, cobrando o uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI) e um plano de proteção contra acidentes de trabalho. O sindicato também atua no incentivo à formação das comissões internas de prevenção de acidentes (CIPAs).

A indústria de construção é classificada em 4º lugar no ranking dos setores com a maior frequência de acidentes de trabalhos fatais. Em 1995, o setor construtor registrou 437 mortes por acidentes, enquanto a indústria de transformação, que ocupa o 1º lugar dentre os setores, apresentou 739 casos de mortes acidentais.

A julgar pelo desempenho crescente da economia e para as projeções de grandes obras para o futuro, a prevenção deverá ser a palavra de ordem no setor, em nome da vida e do progresso do Brasil. De nada vale falar em progresso tecnológico sem colocar a vida humana em primeiro lugar.

 

Valter Souza
Presidente do STICC, Presidente da NCST/RS e Vice-presidente da Feticom 

 

 











 
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